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instituto ramon bennett
assédio moral

Em algum ponto do caminho, o que era rotina passa a ferir. Palavras que antes pareciam inofensivas ganham peso, olhares se tornam cobrança, e o espaço de trabalho, que deveria nutrir dignidade, transforma-se em um lugar de medo e desgaste. O assédio moral não começa com um grito, mas com o silêncio que se instala quando alguém deixa de se sentir respeitado.
Há feridas que não aparecem no corpo, mas que se alojam na autoestima, na confiança e no desejo de seguir. O que era motivação vira exaustão, o que era pertencimento se transforma em isolamento, e aos poucos, o sujeito começa a duvidar do próprio valor, como se o sofrimento fosse culpa sua.
Vivemos em um tempo que normaliza a competição e romantiza o excesso, esquecendo que toda relação humana, inclusive a profissional, exige ética, empatia e limite. O assédio moral não é fraqueza de quem sofre, mas sintoma de uma estrutura que adoece quando o respeito é substituído pelo poder.
No Instituto Ramon Bennett, a terapia para vítimas de assédio moral é um espaço de reconstrução da integridade emocional e do sentido de valor pessoal. O processo terapêutico ajuda o paciente a reconhecer os impactos do abuso, compreender suas dinâmicas e retomar a confiança em si e em suas próprias percepções.
Trabalhar o assédio moral em terapia é resgatar a voz silenciada. É redescobrir os próprios limites e o direito de ser tratado com dignidade. É permitir que o corpo saia da tensão e que a mente volte a confiar na segurança das relações. Recuperar-se é lembrar que o respeito não é conquista, é direito. E que, mesmo depois da dor, é possível reconstruir um novo lugar de existência, onde o trabalho volte a ser fonte de realização, e não de ferida.