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instituto ramon bennett
vício em drogas e/ou substâncias psicoativas

O vício não começa na substância, começa na busca. Busca por alívio, por silêncio, por fuga, por pertencimento. O uso de drogas e substâncias psicoativas é, muitas vezes, o grito de uma alma que tenta se anestesiar diante do peso da própria dor. É a tentativa de interromper um sofrimento que, sem cuidado, se torna ainda mais profundo.
O vício não é apenas um problema químico; é também emocional, existencial e relacional. Ele fala sobre ausência, sobre desconexão, sobre a dificuldade de estar inteiro no presente. A substância, nesse cenário, torna-se companheira ilusória, oferece conforto momentâneo e, em seguida, retira a própria vida em pequenas doses. A terapia surge como o espaço onde esse ciclo pode ser compreendido, e o silêncio, enfim, pode ser ouvido.
O acompanhamento terapêutico é indicado para pessoas que enfrentam dependência de álcool, drogas ilícitas ou medicamentos controlados, bem como para familiares que desejam compreender e lidar com o impacto emocional do vício. O processo oferece um ambiente seguro, ético e empático, livre de julgamentos, onde o indivíduo é convidado a entender o que o uso tenta substituir: o afeto, a paz, a presença, o amor-próprio.
A terapia não se concentra apenas em “parar de usar”, mas em reconstruir o sentido de existir sem a substância. Através do diálogo e de técnicas de regulação emocional, o paciente é conduzido a reconhecer gatilhos, compreender emoções e desenvolver novos caminhos de prazer e alívio que não passem pela autodestruição.
O tratamento da dependência química é realizado sob uma perspectiva integrativa e compassiva, unindo psicologia, neurociência, psicoterapia relacional e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico. Durante as nossas sessões, o paciente é amparado a reconstruir sua autoestima, restaurar vínculos afetivos e desenvolver a capacidade de lidar com a vida sem o filtro das substâncias.
O processo terapêutico não se resume à abstinência, ele é um renascimento. Trata-se de reaprender a estar no corpo, na mente e na alma, com consciência e dignidade. É um caminho de volta ao real: onde o prazer é genuíno, a presença é possível e a vida volta a pulsar.