_edited.png)
instituto ramon bennett
vício em sexo e/ou pornografia

Em algum ponto da caminhada interior, o prazer deixa de ser encontro e passa a ser refúgio. O que antes nascia do afeto e da presença transforma-se em repetição, uma tentativa silenciosa de aliviar o que dói. O vício em sexo ou pornografia não é excesso de desejo; é a alma tentando comunicar, com o pouco que resta de sensibilidade, que algo dentro de nós precisa ser olhado, compreendido e acolhido.
As perguntas chegam baixas, quase envergonhadas: Por que preciso disso para me acalmar? Por que me sinto vazio logo depois? Onde foi parar a intimidade que um dia me fazia sentir vivo? O vício não é ausência de controle, é o corpo dizendo que tenta, a todo custo, preencher o que o coração não suporta encarar em silêncio.
Vivemos em um mundo que transforma prazer em performance e o corpo em produto. Nesse cenário, muitos aprendem a buscar no sexo ou na fantasia o que perderam no vínculo humano: conexão, pertencimento e afeto. Mas o vício é um convite, duro, porém necessário, para silenciar os excessos e escutar o que realmente pede cuidado por dentro.
No Instituto Ramon Bennett, a terapia para vício em sexo e pornografia é um espaço de reconexão entre o corpo, o sentir e o afeto. O processo terapêutico ajuda o paciente a compreender as raízes da compulsão, reconhecer suas necessidades emocionais e reconstruir uma relação saudável com o prazer, com o próprio corpo e com o outro.
Trabalhar o vício é reaprender o ritmo do encontro. É permitir que o corpo volte a ser morada, não fuga. Que o prazer volte a ser partilha, não anestesia. Recuperar-se não é negar o desejo, é libertá-lo da dor. É perceber que, mesmo quando tudo parece repetição, ainda há dentro de nós um chamado por presença, pedindo apenas um pouco de coragem para ser sentido outra vez.