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instituto ramon bennett
hipocondria

Em tempos de urgência e cansaço, tornou-se comum buscar alívio rápido, um comprimido para dormir, outro para acordar, mais um para suportar o meio do dia. O excesso de medicamentos é o retrato de uma sociedade que tenta anestesiar o sintoma sem ouvir a causa. Por trás de cada dose desnecessária, há um corpo que pede descanso e uma mente que clama por escuta.
Medicamentos podem ser fundamentais e salvar vidas, mas o uso desmedido transforma o que seria cuidado em dependência silenciosa. A fronteira entre o tratamento e o vício é sutil: começa no alívio e termina no esquecimento, o esquecimento de si mesmo. O trabalho terapêutico surge como convite a desacelerar, compreender a dor e tratá-la na sua origem, não apenas no seu eco.
A terapia é indicada para quem percebe estar dependente de ansiolíticos, antidepressivos, estimulantes ou analgésicos, ou para quem deseja compreender o papel que essas substâncias assumiram na vida emocional. O processo não busca julgar, mas entender o vínculo entre o medicamento e o sofrimento que ele tenta silenciar.
Muitos pacientes descobrem que, por trás do uso contínuo, há ansiedade, insônia, traumas, esgotamento ou a sensação de não conseguir lidar com a vida sem ajuda química. Na terapia, esse ciclo é olhado com sensibilidade e responsabilidade, criando espaço para reconstruir autonomia e equilíbrio, com o acompanhamento, sempre que necessário, de profissionais da área médica.
No Instituto Ramon Bennett, o tratamento do uso excessivo de medicamentos é conduzido a partir de um olhar psicológico, relacional e integrativo, em diálogo com psiquiatras e profissionais de saúde. O objetivo é ajudar o paciente a compreender suas dores, desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento e reconectar-se com a própria vitalidade sem depender da anestesia constante.
A terapia propõe um retorno à consciência, o resgate da presença e da responsabilidade sobre o próprio corpo e mente. Quando o remédio deixa de ser o único refúgio, o ser humano reencontra o espaço interno onde ainda há vida, potência e escolha.